"Eu também fui aquele rocker de esquerda, contra o sistema...": masculinidade cúmplice branca, hipermasculinidade performada, neoconservadorismo e heavy metal em ambientes digitais da cena heavy metal de Belém-PA durante o governo Bolsonaro (2019-2022)

Autores

Bernard Arthur Silva da Silva
Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará image/svg+xml

Sinopse

A partir de letras de música, entrevistas gravadas, entrevistas para revistas, páginas de redes sociais e comentários no YouTube e no Facebook, este artigo analisa o videoclipe “Ditador do Metal” (2020), publicado no canal do YouTube de R. Bala, líder da Stress, banda precursora do heavy metal brasileiro. O estudo sustenta que essa produção audiovisual da cena heavy metal de Belém-PA é constituída, em grande medida, por uma masculinidade cúmplice branca, heterossexual, de classe média e média alta. Examina-se como essa masculinidade busca reavivar antigos modelos de dominação masculina por meio de traços hipermasculinos regressivos e violentos, bem como obter benefícios da hipermasculinidade promovida durante o governo Bolsonaro. O artigo também discute como essas práticas se relacionam com o neoconservadorismo da extrema-direita brasileira e como são performadas em oposição a outras masculinidades e feminilidades da cena.

Publicado

17 junho 2026

Licença

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Como Citar

Silva da Silva, B. A. (2026). "Eu também fui aquele rocker de esquerda, contra o sistema...": masculinidade cúmplice branca, hipermasculinidade performada, neoconservadorismo e heavy metal em ambientes digitais da cena heavy metal de Belém-PA durante o governo Bolsonaro (2019-2022). Em M. Goulart da Silva (Org.), História, cultura e política. Scientia International Press. https://doi.org/10.56365/xbs9q280